Dieta do Marlboro

Entradas do Julho 2008

O sumiço de Maria Rosa

27 Julho, 2008 · 1 Comentário

Foram só quinze dias de um idílio diferente, entre eu e Maria Rosa. No  começo, quando apareceu na minha calçada, quando me aproximava, mesmo para dá comida ela fugia e entrava num cano (seu esconderijo, até para fugir dos cachorros). Mas o tempo e os meus afetos foram nos aproximando, ela já ousava ficar no meu colo e me acompanhar quando eu andava. Onde estará Maria Rosa? Posso até tê-la matado, pois ela aprendeu a entrar no motor do carro. Joana, no seu eterno pessimismo, diz que ela deve ter ficado entalada no cano, pois estava crescendo e engordando. Ela veio numa hora certa, onde minhas angústias, minhas saudades e minhas tantas coisas que nem sei dizer, ficava a procura de algo, um complemento, qualquer coisa para preencher este vazio imenso que se formou. Quando Joana estava longe, nós nos curtíamos melhor, até flagrei ela correndo, dando pulos, numa demonstração de alegria, talvez me agradecendo. Como foi efêmero e breve e este amor. Só faz 12 horas que ela sumiu, e se estou escrevendo estas besteiras, é por que não tenho mais esperanças de encontrá-la, até andei aqui pelo bairro, olhando, procurando, tudo em vão. Só Monique partilhava comigo esse amor por Maria Rosa, até porque não encontrei mais ninguém para dividir as minhas alegrias em ter perto aquela coisinha preta, completamente preta, só os olhos de um verde intenso e sofrido, também pudera, nascida na rua, sem ninguém a lhe querer. Fico com a tristeza mais profunda sem ter com quem compartilhar, pensar que não tenho o que fazer, então estou escrevendo sobre ela, mais não vou esquecer jamais, aquele olhar penetrante, talvez até só de agradecimento, depois do leite Molico que eu roubava de Joana (no começo achou ruim, depois se acostumou).Tentei educá-la, não deixando ela entrar em casa, afastando-a de Joana, até com medo que ela a repelisse, mas o tempo, tenho certeza, iria aproximá-las. Não sei se aparecerá outra Maria Rosa, entre tantas que perambulam pelas sujas ruas desta cidade. Pequei, eu sei, pois devia ter seguido os conselhos, parece que de me pai, que os gatos não têm amor, aparecem e desaparecem, deixando a saudade e a dor. 

Ismael (meu pai)

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Nunca mais

21 Julho, 2008 · 1 Comentário

Eu não vou sucumbir a essa cólera.

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Quando o amor vira nojo

20 Julho, 2008 · Deixe um comentário

É o destino daqueles que amam e sofrem na mão dos covardes.

E realmente, eu achava que era impossível um sentimento tão lindo se esvair de uma hora pra outra. Mas se esse mesmo sentimento pode virar um outro em questão de segundos, porque seria impossivel apenas ir embora?

Pois é altamente possível. Teu “amor” se foi e o meu acabou de mudar completamente…

Categorias: O coração

Por todos os dias 18

16 Julho, 2008 · Deixe um comentário

Por todos os dias 18

Por todos os dias 18 que comemorei ao teu lado. Pelo dia 18 de Agosto que te conheci numa tarde de um sábado qualquer, sem esperar das coisas o rumo que tomaram. Por ter te beijado, te abraçado, te sentido, te amado já desde então. Pelo dia 18 de setembro, quando já era a madrugada do dia 19 e você disse “Gorda, você quer ser minha namorada?” e eu, sem hesitar, disse que sim… pois eu já era sua desde o dia que te vi pela primeira vez.

Pelos dias 18 em que você estava longe e mesmo assim comemoramos juntas em pensamento, em união de almas e corações, de desejos e sentimentos dos mais profundos e sinceros. Exatamente por aqueles dias em que eu te esperei e você me esperava…

Pelo dia 18 de Fevereiro, de Março e de Abril, quando não estávamos juntas, quando só sabíamos magoar uma a outra e dilacerar dois corações já tão magoados por um destino cruel que resolveu nos separar. Destino que separou nosso corpo, nosso contato, nosso carinho e respeito, mas que soube purificar ainda mais o amor que no fundo sempre sentimos. Amor que todo dia em meu interior somente soube crescer e amadurecer para aceitar os obstáculos que sempre encontrei em meu caminho pra me tirar de você.

Pelo então sonhado dia 18 de Maio, quando – pra mim – nós estivemos nos nossos melhores momentos, onde sabíamos exatamente o que queríamos, quando já tínhamos provado totalmente do nosso amor e do nosso desejo. Ah, o dia 18 de Maio foi especial e é por ele que meu corpo e minha alma continuam firmes, pois jamais em minha vida tinha provado de tanta pacificidade em meu coração só por ter alguém ao meu lado a quem eu pudesse me entregar totalmente.

Pelo dia 18 de junho, quando já tínhamos passado por um dos nossos maiores problemas, mas já estávamos bem. Pela saudade que eu já sentia nesse dia, sabendo que você viajaria dali a 4 dias e me deixaria por 3 semanas, numa eterna saudade. Pelos dias que chorei de tanta falta que eu sentia de você, quando você tava longe e não podia trocar nada mais que pouquíssimas palavras comigo a cada três ou quatro dias.

Por todos os dias 5, 12, 17, 23, 30, 8, 26 que eu me alimentei do teu amor, do teu carinho, da tua vontade de estar comigo e do teu desejo sempre infinito. E também por todos os dias não menos ordinários em que eu só tive a companhia do meu próprio travesseiro pra chorar pela tua ausência e por tudo que sempre insistiu em nos separar.

Pelo dia 16 de Julho, ante véspera de completarmos 11 meses, quando em meu pensamento tudo era o dia 18 de agosto que chegaria logo e completaríamos 1 ano de amor.

Por todos os dias em que nosso amor não aconteceu.

Por todos esses dias, o meu amor sempre eterno por você, Ju.

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Amor e palavras

15 Julho, 2008 · Deixe um comentário

Quero ser seu amor sem impor meus conceitos, meus defeitos e minhas crenças. Sem você ter que, obrigatoriamente, ser igual a mim e gostar das mesmas coisas que eu. Quero ser seu amor mesmo que você goste de Aviões do Forró e se divirta cantando “abre, abre, abreabreabreabre…” enquanto eu não vejo a menor poesia nisso. Não quero te impor minha Maria Bethânia, meu Vinicius de Moraes, meu Tom Jobim, apesar de ter certeza que você já os adorava mesmo antes de me conhecer. Quero ser seu amor que gosta de ir nas festinhas de música eletrônica sem ter que te obrigar a gostar também.

Quero ser o seu amor que espera você terminar suas futilidades em troca de um pouco de atenção e carinho, não me importando com o fato de você deixar de atender meu telefone porque estava jogando video game, ou por causa da última parte da novela das 8h.

Quero ser seu amor que te faz feliz mesmo nos dias tristes, mesmo quando todos os piores problemas do mundo resolvem aparecer de uma vez só. Quero ser seu amor que consegue, mesmo assim, te fazer sorrir…

Quero ser seu amor amanhã de novo… e depois e depois e depois e depois…

Categorias: O coração

Agora sim…

14 Julho, 2008 · 1 Comentário

Minha vida voltou a funcionar. Meu sorriso voltou a ser realmente sincero e o dia amanheceu com um sol lindo que não aparecia já há alguns dias nessa cidade fria.

Não vai embora de novo, porque sem ti as coisas não funcionam, não entram nos eixos… a rotina sem você fica distorcida e quando o dia termina só existe uma sensação: a de vazio.

Ainda bem que você voltou…

Teus denguinhos, teu amor e teu carinho são a satisfação do meu coração e da minha alma… são a razão dessa sensação de eterna felicidade.

Fica aqui pra sempre. Ta? Desse jeitinho que você é…

Categorias: O coração