Dieta do Marlboro

Entradas do Dezembro 2008

Nós

22 Dezembro, 2008 · 2 Comentários

Um par de ossos. Uma pinta. Aliás, duas pintas. Uma verdadeira e outra falsa. Um metro e setenta e cinco. Um abraço que me cabe inteira. Sessões de alongamento na cama. Campina Grande. João Pessoa. Real Bus. BR 230. Beijos proibidos. A face do amor. 22 de Agosto de 2008. Cheirinho que inspira. Show de Ana Carolina. Fondue no sítio. Surpresa numa noite de sarau. Desejo constante. Saídas pro lanche da madrugada. Chico Buarque. Maria Bethania. Elis Regina e Maria Rita. Cigarrinho na varanda. Companheirismo. Plenitude. Teu desejo em Migo e Tigo. Minha alegria nas tuas gargalhadas. É hoje. Vinho seco. Marlboro Light & Carlton Red. Um nariz que não seria tão lindo se não fosse bichado. Pedra de Santo Antonio. Show de Nando Reis. Empório Café. Loli pocket & praia. Viagens. Jantares. Dois quartos. Cama de casal. Luz de velas e espartilho. Cinema. Muitas horas ao telefone. Um sutiã de oncinha. Amor no sofá. Cumplicidade. Delícia. Beijos públicos impublicáveis. Saudade. Edredom & Travesseirinhos. Motivos. Lembranças. Momentos. Desejos de muito mais.

4 meses. 123 dias. 2952 horas ao teu lado em presença e pensamento.

Porque a gente é assim. Às vezes o oposto, muitas vezes igual, diferente em pequenos detalhes, parecidas em tudo que desejamos, e o mais importante: sempre juntas.

Obrigada por outro mês maravilhoso ao teu lado.

Te amo! coracao_outline

Categorias: O coração

Retrospectiva 2008

18 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

Acontecimentos, conquistas & melhores momentos: o estágio na Junta Comercial e o primeiro salário, o São João que me trouxe novos amigos maravilhosos, uma viagem à Recife em Julho e uma à Pipa logo após, uma conversa reveladora e tensa com uma amiga de anos (obrigada por tudo sempre, Clarissa), um começo de namoro inesperado com diversas surpresas e muito amor (motivo de meus sorrisos todos os dias), o ápice de grandes amizades (beijo Lutch, Rallyson, Amanda, Bia, Ilana e Andre), a liberdade de morar sem os pais e não dever satisfação, a aproximação de pessoas que no fundo sempre estiveram por perto (Tia Neuma e Tio Rafael).

Momentos ruins: um medo de perder uma das razões de minha vida (meu irmão), diversos finais de um namoro perturbado que só me trouxe dor de cabeça por sempre ter que rebaixar meu intelecto a um nível inferior em prol de algo que hoje denomino paixão, pois amor nenhum chegaria a tal ponto de perturbação psicológica em uma pessoa sã como eu(?), o ápice da minha instabilidade emocional etc.

Saudades: aquele que foi uma companhia de todos os dias, por 8 anos, sempre pronto a nos encher de carinho e atenção (Brad, in memoriam), pai & mãe que foram morar fora, meu amor que não pode estar perto durante a semana. Um ano de saudades sentidas, saudades eternas e saudades matadas.

Sorrisos: o mês de Janeiro com Luciano, o aniversário entre amigos, o primeiro dia de trabalho, a bebedeira em Recife, os momentos zens de Pipa, as farras e o apoio dos amigos em um único mês que passei solteira esse ano, o reencontro com mãe e depois com pai, o dia 22 de agosto, o beijo que veio pra ficar e o amor que tenho recebido todos os dias.

Lágrimas: sempre de saudades e por amor.

Categorias: O coração · Saudade

O amor nos tempos do cólera

17 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

“As muitas viúvas de sua vida, a partir da viúva de Nazaret, tinham tornado possível que ele vislumbrasse como eram as casadas felizes depois da morte dos maridos. O que até então tinha sido para ele mera ilusão se converteu graças a elas numa possibilidade que se podia colher com a mão. Não encontrava razões para que Fermina Daza não fosse uma viúva igual, preparada pela vida a aceitá-lo tal como era, sem fantasias de culpa pelo marido morto, resolvida a descobrir com ele a outra felicidade de ser feliz duas vezes, com um amor de uso cotidiano que convertesse cada instante num milagre de viver, e com outro amor, dela só, preservado de todo contágio pela imunidade da morte.”

Gabriel García Márquez, em “O amor nos tempos do cólera”

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Kit tristeza

10 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

Uma vez uma amiga falou que tinha um kit tristeza: um sorine e uma toalhinha ao lado da cama, pra enxugar as lágrimas e desentupir o nariz.

Eu morri de rir. Coisa de gente doida, né?

Hoje não tenho achado mais engraçado e me vejo dona de um kit tristeza.

Um lençol amarelinho velho que tá encharcado, um tubinho de colírio com soro fisiológico pra tirar a vermelhidão dos olhos e uma lembracinha digna de se chorar agarradinho.

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